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Paróquia de Teixeira completa 164 anos de criação nesta quarta-feira

Ao todo, a Paróquia do Teixeira teve 26 párocos. Da paróquia se desmembraram mais cinco outras: Imaculada, Desterro, Mãe d’Água, Matureia e Cacimbas.

06/10/2021 às 08h58
Por: Vitinho Galdino Fonte: Teixeira História
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Igreja de Teixeira. Foto: Drone Ayrton Rodrigues
Igreja de Teixeira. Foto: Drone Ayrton Rodrigues

A Paróquia Santa Maria Madalena é parte inseparável da história do Teixeira. Antes de mais nada, a Paróquia é uma extensão de terra em uma diocese que é confiada a um pároco que a administra em nome do bispo. Assim sendo, a paróquia é diferente da Igreja Matriz. A Igreja Matriz é a igreja sede da paróquia e onde se realizam suas principais cerimônias.

Historicamente a religião Católica chegou ao Teixeira junto com seus primeiros habitantes. A primeira Missa foi celebrada em Teixeira em 1761, no lajedo onde hoje está localizada a Igreja Matriz. Em 1792, o Vigário de Patos, cônego Manoel da Costa Palmeiro, lançou os fundamentos da capela de Santa Maria Madalena do Teixeira e, em 01 de outubro de 1795, com terras compradas a Antonio de Araújo Franca e sua Mulher Dona Jerônyma de Jesus Cavalcante, e a Manoel Lopes Romeu e sua Mulher Verônica Lins de Vasconcelos, foi Instalado o seu Patrimônio, sendo a Capela Inaugurada em 1809.

O Patrimônio era a fonte de onde os padres retiravam o dinheiro para sustento do culto católico naquela época e também de onde angariavam fundos para outras obras. Durante o período do Império, pela constituição de 1824, os padres eram funcionários públicos e recebiam do governo seu salário. Também era o governo o responsável principal pela criação de novas paróquias (chamavam-se freguesias). As eleições durante o Império eram feitas por freguesias (paróquias) , sendo o limite dessas paróquias considerado um “distrito eleitoral”.

A Paróquia Santa Maria Madalena foi criada em 06 de outubro de 1857 pela lei nº 16. No texto dos arquivos pode-se ler: “Lei nº 16 de 6 de outubro de 1857. Manoel Clementino Carneiro da Cunha, vice-presidente da Província da Parahyba do Norte: Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa Provincial decretou e eu sanccionei a lei seguinte: Art. 1° - Fica erecta em matriz a capella de Santa Maria Magdalena da Serra do Teixeira da Freguezia da Villa de Pattos. Art. 2° - A nova Freguezia comprehenderá a parte que tem a freguezia de Pattos no norte e sul da mesma serra, pelo nascente confinará com a freguezia de São João, e pelo poente, comprehendendo o lugar Vertentes, inclusive os Saccos da Mão d’Água de dentro e de fora e serra de São José, se estenderá prla Freguezia de Piancó até o Sítio Palmeira inclusive os Saccos do Garra e outros que lhe ficarão de permeio, somente no terreno de plantação. Art. 3° - Revogão-se as disposições em contrário. Mando portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e a execução da presente lei pertencer, que a cumprão e fação cumprir e guardar tão inteiramente como nella se contém. O secretário desta Província a faça imprimir, publicar e correr. Palácio do Governo da Parahyba do Norte aos 06 de outubro de 1857, trigésimo sexto da Independência e do Império. Manoel Clementino Carneiro da Cunha.”

A Paróquia Santa Maria Madalena foi criada em 06 de outubro de 1857 pela lei nº 16. No texto dos arquivos pode-se ler: “Lei nº 16 de 6 de outubro de 1857. Manoel Clementino Carneiro da Cunha, vice-presidente da Província da Parahyba do Norte: Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa Provincial decretou e eu sanccionei a lei seguinte:

Art. 1° - Fica erecta em matriz a capella de Santa Maria Magdalena da Serra do Teixeira da Freguezia da Villa de Pattos.

Art. 2° - A nova Freguezia comprehenderá a parte que tem a freguezia de Pattos no norte e sul da mesma serra, pelo nascente confinará com a freguezia de São João, e pelo poente, comprehendendo o lugar Vertentes, inclusive os Saccos da Mão d’Água de dentro e de fora e serra de São José, se estenderá prla Freguezia de Piancó até o Sítio Palmeira inclusive os Saccos do Garra e outros que lhe ficarão de permeio, somente no terreno de plantação.

Art. 3° - Revogão-se as disposições em contrário. Mando portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e a execução da presente lei pertencer, que a cumprão e fação cumprir e guardar tão inteiramente como nella se contém. O secretário desta Província a faça imprimir, publicar e correr. Palácio do Governo da Parahyba do Norte aos 06 de outubro de 1857, trigésimo sexto da Independência e do Império. Manoel Clementino Carneiro da Cunha.”

O primeiro pároco da nova paróquia foi o Padre José Geminiano Pereira Régis, foi empossado por provisão do visitador Francisco de Holanda Chacon, pelo Padre Vicente Xavier, em 21 de dezembro do mesmo ano. Foi no contexto de paróquia que as principais cerimonias da “Villa do Teixeira” aconteceram. Parte integrante não só do Estado Brasileiro, mas da vida de seu povo, a paróquia era o único elo que unia os habitantes de um território para todos os atos cívicos ou religiosos da nação. O Cônego Bernardo, que foi o segundo pároco da cidade, por exemplo, conseguiu enviar oito “Voluntários da Pátria” para lutar na Guerra do Paraguai.

Ao todo, a Paróquia do Teixeira teve 26 párocos, dos quais 3 foram “vigários colados” e não párocos no sentido exato do termo. Tem como padroeira Santa Maria Madalena e sua festa é celebrada entre 12 e 22 de julho. Da nossa paróquia se desmembraram mais cinco outras: Imaculada, Desterro, Mãe d’Água, Matureia e Cacimbas.

Por Leonardo Marques no @teixeirahistoria

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Sobre o município O principal fundador do povoado foi Manuel Lopes Romeu, o qual se passou com a família a Sabugi em meados do século XVIII. Homem dado a caçadas, foi a serra em apreço onde encontrou o manancial hoje conhecido pelo nome cacimba de baixo, ao pé da atual cidade. Sombreava a fonte, altaneiro e anoso angico, no qual zumbiam três colmeias de uma espécie de abelhas denominadas Canudos, dando o caçador ao local a expressiva denominação Olho-d'Água dos Canudos,depois abreviado em Canudos. Fonte: IBGE
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