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Polícia Abuso desde os 5

Padrasto é preso por estuprar enteada dos 5 aos 15 anos; vítima ficou grávida e teve bebê, em Pernambuco

Mãe da vítima denunciou o crime à polícia em março, após adolescente contar sobre os abusos sexuais. Caso é investigado como estupro de vulnerável.

11/07/2024 às 11h30
Por: Vitinho Galdino Fonte: G1 PE
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Área externa do Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife — Foto: Artur Ferraz/g1
Área externa do Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife — Foto: Artur Ferraz/g1

Um homem foi preso por estuprar a própria enteada, em Olinda, no Grande Recife. Segundo a Polícia Civil, a vítima tem 15 anos, mas sofria os abusos sexuais desde os 5 anos, engravidou e deu à luz um filho do criminoso. O caso é investigado como estupro de vulnerável, quando a vítima não tem condições de se defender.

A prisão aconteceu no dia 5 de julho, mas o caso foi divulgado apenas nesta quarta-feira (10). Segundo a polícia, a denúncia do crime foi feita pela mãe da vítima, no dia 17 de março, após a adolescente contá-la sobre os estupros que sofria do padrasto. O filho do criminoso e da vítima é um bebê com meses de vida.

Após o registro da queixa, o padrasto foi até a delegacia acompanhado por um advogado, para se colocar "à disposição" e prestar esclarecimentos.

De acordo com a delegada Nivea Maria, inicialmente, o criminoso negou que o filho da enteada fosse dele e aceitou fazer o teste de DNA.

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"Na semana passada, a gente teve o resultado desse exame de DNA, que confirmou a paternidade biológica daquela criança concebida e confirmando, assim, os abusos que ela relatou ter sofrido", disse a delegada.

Um mandado de prisão preventiva contra o padrasto foi emitido pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Olinda.

Ainda segundo a Polícia Civil, ele foi preso e levado para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), que fica em Abreu e Lima, no Grande Recife.

A delegada reforçou a necessidade de deixar a criança ou o adolescente confortável e seguro para compartilhar com parentes possíveis casos de abuso.

"É estimular o diálogo para que aquela criança se sinta confortável para que, a partir do primeiro momento, no primeiro toque indesejado no corpo dela, ela noticie a um familiar, para que aquilo não se perpetue por anos como foi o caso", afirmou Nivea Maria.

G1 PE

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