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Vinícola no Sertão da Paraíba produzirá vinhos finos e criará nova rota para o enoturismo no país

Chateau HS está localizada na cidade de Sousa e terá capacidade para produzir até 20 mil garrafas de vinho

10/06/2024 às 18h52 Atualizada em 10/06/2024 às 18h58
Por: Vitinho Galdino Fonte: Pauta Real
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Chateau HS nasceu da paixão por vinhos do casal Jarismar Segundo e Herta Sônia (Foto: Michelle Farias/Pauta Real)
Chateau HS nasceu da paixão por vinhos do casal Jarismar Segundo e Herta Sônia (Foto: Michelle Farias/Pauta Real)

Ousadia, paixão por vinhos e amor pela Paraíba são três sentimentos que não faltam ao casal Jarismar Segundo e Herta Sônia. Os dois já visitaram vários países e estados sempre em busca dos melhores vinhos e após estudos chegaram à corajosa decisão de investir na instalação da primeira vinícola da Paraíba, a Chateau HS. O local escolhido foi a cidade natal do casal, Sousa, no Sertão paraibano. Além de criar uma nova rota de enoturismo e produzir vinhos finos, os empreendedores buscam transformar a agricultura local através do plantio da uva.

O caminho percorrido até plantar as primeiras mudas de uva foi extenso, com estudo de viabilidade do negócio, análise da água e solo. Ao Pauta Real, o médico Jarismar segundo explicou que os primeiros foi estudar, conversar com especialistas na produção de vinhos e visitar lugares, a exemplo de Petrolina, no Sertão pernambucano, cidade conhecida nacionalmente pela produção de vinhos. 

A semelhança entre o solo, índice pluviométrico, clima e até mesmo a água de Sousa e Petrolina foram o incentivo que o casal precisava para iniciar o projeto. Jarismar ressalta, no entanto, que o primordial foi acreditar no potencial da Cidade Sorriso, como Sousa é conhecida.

“Tudo vem de um sonho, uma vontade e de gostar de alguma coisa. Eu e minha esposa somos apreciadores de vinho há um bom tempo e iniciamos viagens de enoturismo e chegou um dia que deu aquele ‘estalar de dedos’: Por que não em Sousa? Por que não ter a nossa vinícola, o nosso vinho e descobrirmos o terroir do Sertão”, 

Por ser um cultivo novo, os empresários optaram por um plantio aos poucos. Foram plantadas três mil mudas e uma área de um hectare. São quatro variedades principais que por suas características apresentam maior probabilidade de resistir ao sol sertanejo. Outras 19 castas diferentes também foram plantadas de forma experimental. 

A primeira colheita deve ocorrer no segundo semestre deste ano, com a expectativa de atingir cinco toneladas, o suficiente para produzir cinco mil garrafas de vinho. O projeto da Chateau HS é para o plantio da uva em quatro hectares da propriedade. 

O médico Jarismar Segundo apostou no potencial de Sousa e prevê mudanças na agricultura local. Foto- Michele Farias/ Pauta Real

Essa plantação se deu em agosto do ano passado, mas a gente pensa neste ano em deixar produzir porque vitalidade tem, as plantas se deram muito bem. Vez por outra a gente encontra cachinhos de uva, mas a gente não pode deixar elas se desenvolverem. A expectativa é de que no final deste ano a gente já tenha um vinho para degustar, não comercializar”, disse Jarismar.

O vinhedo está localizado no distrito de São Gonçalo e o acesso é por uma estrada de terra. Até avistar o parreiral, os visitantes podem apreciar pelo caminho várias espécies de pássaros e cultivos como o de banana e coco. Os quatro principais tipos de uva cultivados no vinhedo são Malbec, Syrah, Touriga Nacional e Tannat. O próximo passo é buscar investimentos e garantir a construção da vinícola, com espaço para receber turistas para degustação. 


Formação de cooperativas para fortalecimento da economia local 

Chateau HS fica no Distrito de São Gonçalo, em Sousa (Foto: Michelle Farias/Pauta Real)
Chateau HS fica no Distrito de São Gonçalo, em Sousa (Foto: Michelle Farias/Pauta Real)

Impulsionar a economia local e transformar a agricultura são objetivos bem traçados por Jarismar Segundo e Herta Sônia. A pretensão do casal de empresários é incentivar a produção local das uvas utilizadas para produção de vinhos e estabelecer um sistema de cooperativa, a exemplo de outros países e cidades que produzem a bebida.

“Minha expectativa não é ser um produtor grande, é ser um pequeno produtor, com um vinho mais artesanal, mas que a gente encoraje outras pessoas a também produzirem. Eu espero estar pronto para receber essas uvas de produtores vizinhos e assim a gente fazer de Sousa, quem sabe, não só um polo de turismo baseado no vinho, mas também um polo de produção de vinho”, afirmou Jarismar Segundo. 

Apesar de ainda não ter colhido as uvas do próprio vinhedo, a Chateau HS já tem dois vinhos em produção, com uvas trazidas de Petrolina. Vários barris serão utilizados na produção dos vinhos finos. A temperatura é constantemente controlada através de um sistema, de acordo com cada etapa da produção. 

A visita ao vinhedo é uma das atrações do roteiro “Vale dos Dinossauros”, lançado pelo Sebrae Paraíba como forma de impulsionar o turismo criativo. A nova rota é polarizada pelo município de Sousa e com a participação das cidades de Joca Claudino, Poço de José de Moura e São José de Piranhas. Após conhecer a vinícola, os visitantes podem aproveitar também o pôr do sol no açude São Gonçalo. 
Uso sustentável da água para irrigação

Irrigação por gotejamento garante uso sustentável da água e fertilização eficaz (Foto: Michelle Farias/Pauta Real)

Irrigação por gotejamento garante uso sustentável da água e fertilização eficaz (Foto: Michelle Farias/Pauta Real)

Cultivar uvas no sertão paraibano para produção de vinhos finos não parece tarefa fácil à primeira vista, sobretudo pelo baixo índice pluviométrico da região. Apesar da cultura não exigir grandes quantidades de água, os empresários tinham em mente que precisavam utilizar a água de forma sustentável. Para isso, eles implantaram no vinhedo o sistema de irrigação por gotejamento, um sistema que além de levar água para as videiras de forma eficaz, também garante os nutrientes necessários para o cultivo. 

“A videira precisa de água suficiente e agora com a transposição do rio São Francisco, que deságua no açude de São Gonçalo, isso também foi um encorajador para o desenvolvimento dessa cultura, porque faz crer que agora nós teremos água de forma permanente e desde que ela seja usada de forma racional, não devemos ter problemas com água. Através de gotejamento a gente consegue irrigar e fertilizar através de gotinhas. Um sistema inteligente, automatizado, que a gente trouxe da região de Petrolina”, contou Jarismar Segundo. 

Assista:

Pauta Real

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