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Globo Repórter faz uma jornada pelas terras da Paraíba

O Globo Repórter desta sexta-feira (7) percorreu uma jornada pelas terras da Paraíba. O programa explorou paisagens e histórias cativantes do estado.

08/06/2024 às 16h24 Atualizada em 08/06/2024 às 16h27
Por: Vitinho Galdino Fonte: G1
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Apresentadora do Globo Repórter Sandra Annenberg na Pedra do Capacete. Foto- Reprodução/ Redes Sociais
Apresentadora do Globo Repórter Sandra Annenberg na Pedra do Capacete. Foto- Reprodução/ Redes Sociais

O Globo Repórter desta sexta-feira (7) percorreu uma jornada pelas terras da Paraíba. O programa explorou paisagens e histórias cativantes do estado. Saiba mais abaixo:

As descobertas no caminho das pedras

A viagem começou pelo caminho das pedras, rumo ao Lajedo do Pai Mateus.

Durante o percurso de 5 km, foram feitas algumas paradas, como na Pedra do Pedido e do Agradecimento, na Pedra do Sino, que emite som parecido com sino de igrejas, e na Pedra do Capacete, sendo esta última uma antiga morada indígena. Essas pedras levaram entre 16 e 20 milhões de anos para chegar à forma que têm hoje.

O último ponto foi na pedra Casa do Pai Mateus. O nome que batiza o local remete à figura do curandeiro do século 18.

“Ele curava as pessoas através da oração e tinha muito conhecimento de plantas medicinais. Naquela época, o curandeiro era conhecido como pai. Realmente era o pai da comunidade. Este lugar para a gente é sagrado”, disse o guia de turismo, Gerson Lima.

Nas paredes, é possível ver vestígios dos povos que moraram ali, como pequenas mãos pintadas nas paredes.

Vestígios em pedra na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Globo

Gerson é nascido na região e guia há 20 anos. Ele destaca o silêncio como uma das principais características do local:

“A gente até brinca dizendo assim: 'vá para o Pai Mateus para escutar o barulho do silêncio, que é toda interferência, menos a humana'”.

Pedra do capacete na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Globo

Memorial do cuscuz

Em Ingá, o Globo Repórter conheceu uma outra pedra: a Pedra da Maria Auxiliadora da Silva, onde ela mói o milho para fazer cuscuz. A história da cozinheira já virou até cordel e revela sua determinação em sustentar seis filhos com um marido ausente.

Um memorial do cuscuz e tapioca é seu empreendimento. No local, que funciona no quintal de sua casa, Maria compartilha sua história e da sua família, além de gastronomia.

“Minhas maiores heranças são o que ela [avó Guidinha] deixou para mim, que é o moinho e as palavras plantadas: fé, esperança e humildade”, relatou.
Dona Lia e a pedra que usa para moer o milho para fazer o cuscuz — Foto: Reprodução/TV Globo

Dona Lia e a pedra que usa para moer o milho para fazer o cuscuz — Foto: Reprodução/TV Globo

A moradia de Zabé da Loca, figura lendária no Cariri paraibano

A história de Zabé da Loca, uma figura lendária no Cariri paraibano, é lembrada em um pequeno museu feito em homenagem a ela. Zabé, que faria 100 anos em 2024, viveu em uma loca - que seria uma gruta. O lugar muito simples é conservado com carinho pela Josivane Caiano, que mantém uma réplica da cama que Zabé dormia em um colchão de Junco.

"Era a cama dela. Eu mantinha a réplica da cama, porque ela fazia um colchão de Junco, um capim que tem, e costurava com as estopas para dormir", disse a líder comunitária.

Réplica da cama de Zabé da Loca — Foto: Reprodução/TV Globo

Zabé aprendeu a tocar pífano - um tipo de flauta da tradição nordestina, quando o instrumento era exclusivamente masculino, e viajou pelo Brasil se apresentando. Josi foi com ela e conheceu muitos lugares. Para isso, precisou aprender a ler e escrever aos 27 anos.

"Zabé foi mulher à frente do seu tempo com todas essas ignorâncias e covardias que o mundo traz", destacou.

Zabé da Loca — Foto: Reprodução/TV Globo

Famosas panelas pretas de Itabaiana

Em Itabaiana, durante uma feira animada, a equipe conheceu as famosas panelas pretas da cidade. O Globo Repórter conversou com o artista por trás dessas belezas feitas de barro, o Antônio Teixeira, Seu Tota. Suas panelas são tão procuradas que até mesmo clientes internacionais encomendam as peças.

“Pelo gosto deles, eu trabalhava o ano todo para eles. Eles querem 10 mil, 10 mil só dá para entregar com 12 meses”, disse o artesão.

A técnica de tornar as panelas pretas é um segredo guardado por ele. Nem mesmo Maria das Neves Paiva, a Dona Neivinha sabe direito. “Só ele mesmo sabe contar a história dele que ele não conta”, ressaltou a artesã e administradora.

Os dois estão juntos há 50 anos. Segundo Neivinha, ela completa o trabalho do esposo com sua criatividade.

“Você chega com risco e diz: 'eu quero isso aqui' e ele faz. Agora, ele não é criativo e eu vim com a criatividade”, brincou.

Neivinha e Seu Tota — Foto: Reprodução/TV Globo

G1 

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